Matérias sobre o Serviço de Psicologia do CRVG


Entrevista: Psicóloga fala sobre trabalho feito na base do Vasco 

Terça, 24/01/2012 - 00:03

Por Carlos Gregório Júnior
O futebol nos últimos tempos tem sido marcado pelos altos investimentos, onde jogadores que ainda não completaram a maioridade recebem salários astronômicos e passam a se achar os melhores do mundo mesmo sem terem alcançado ainda a equipe profissional. Nesse cenário a presença de uma pessoa que converse e aconselhe esses jovens é fundamental para que ele não seja uma eterna promessa até o final da carreira. 
No Vasco, assim como na maioria dos clubes brasileiros, essa função cabe ao Departamento de Psicologia, que tem como objetivo fazer com que o atleta não perca o foco e saiba lidar com as frustrações que são normais no início de trajetória no esporte. Para saber como é o trabalho realizado com as promessas vascaínas, o SuperVasco.com conversou com a psicológa Amanda Cristina, que atualmente trabalha com a equipe juvenil do cruzmaltino. 
Na entrevista, que você poderá conferir abaixo, Cristina explica como lidar com o garoto que não foi relacionado para determinada partida e frisa a importância do Departamento de Psicologia, hoje comandando por Maria Helena Rodriguez, para a manutenção do bom ambiente dentro de um clube de futebol. 
Confira a entrevista exclusiva com a psicóloga
Apresente-se para a torcida vascaína. Quem é a Amanda Cristina? Fale um pouco sobre sua carreira e de sua trajetória no Vasco até então e dos seus projetos para o futuro. 
"Então, meu nome é Amanda Cristina, sou psicóloga formada a pouco mais de um ano, faço pós graduação em Psicologia do Esporte e Neurociências. Estou no Vasco desde Março de 2008. Em 2008 e 2009 fui estagiaria na categoria Mirim. Em 2010 Maria Helena (coordenadora de Psicologia do clube) me deu a oportunidade de subir de categoria e pular uma, indo para o Juvenil. Hoje continuo com a categoria Juvenil e faço atendimentos aos atletas menores de idade alojados no clube. Assim como todo atleta deseja chegar a Seleção Brasileira, eu também desejo. Se for no futebol então será um sonho do qual nunca vou querer acordar. Também tenho vontade de trabalhar com portadores de necessidades especiais".
Por qual motivo você escolheu trabalhar com psicologia do esporte?  
"Na realidade nunca cogitei em trabalhar no esporte. Entrei na faculdade pensando em trabalhar com Psicologia Juridica. Foi muito por acaso minha entrada no Vasco. Eis que um dia acessei um site de noticias onde tinha um link que dizia que estava aberta seleção para estagiários de Educação Física. Eu sabia que no Vasco tinha uma psicóloga mas nunca passou na minha cabeça pedir uma entrevista ou conhecer o trabalho. Liguei para o clube e perguntei se tinha estagio em Psicologia. Combinei uma entrevista com Maria Helena algumas semanas depois e aqui estou eu. Porém a cada dia eu amo mais minha rotina, meu trabalho. Não me vejo fazendo outra coisa. Tanto que faço a pós, frequento mesas redondas, fóruns, encontros e congressos sobre a área. E quero continuar estudando, pois a demanda dos atletas de alto rendimento é muito grande. Amo imensamente minha profissão".
Você trabalhou em diferentes categorias da base vascaína. Existem diferenças nas estratégias de trabalho para cada uma delas?
"Existe sim. Cada categoria tem suas peculiaridades. Mas a base do trabalho é sempre a mesma. Acompanhamento semanal nos treinos, assistir aos jogos, preparar material para viagens, aplicação de testes, dinâmicas de grupo, psicodrama, treinamento de habilidades psicológicas entre outras coisas. Fazemos tudo isso ao longo do ano (pré-temporada, temporada e pós-temporada). As demandas vão variando conforme idade. Nas categorias Pré- Mirim e Mirim o trabalho tem que ser muito lúdico. No infantil a demanda gira em torno do nível de agressividade e a pressão familiar em ser a solução financeira.No Juvenil a demanda é em relação aos conflitos internos e pressão familiar. Já no Juniores trabalha-se o nível elevado de ansiedade, em chegar a equipe profissional ou não".
Como fazer para um jovem não sentir tanto ao subir de categoria e encontrar não mais a psicóloga anterior? Existe uma troca de informações entre vocês que trabalham no Vasco?
"Em relação a subir de categoria, é o objetivo deles. No começo existe o período de adaptação, normal. Nas ultimas semanas o treinador da categoria já vai comentando como que é a categoria de cima. Eu mesmo procuro trabalhar isso, sobre o “apego” com o grupo ou comissão. Falo que nem sempre eles jogarão com o atleta A ou B, que serão treinados pelo treinador X ou estarão com o coordenador Y. Em relação à troca de informações entre nós do Serviço de Psicologia isso acontece o tempo todo. Trabalhamos na mesma sala e sempre comentamos como esta sendo o dia com o grupo. Existe também as supervisões, onde todos expõe o trabalho, os resultados, os pontos positivos, os pontos negativos.... Não tem como não ter essa troca de informações".
Como vocês fazem para lidar com aquele garoto, aquele atleta, que por algum motivo não foi relacionado para uma partida?
"A frustração. O ideal não é nem passar a mão na cabeça e nem puxar a orelha por não ter sido escalado mas sim orientar para que o atleta leve mais a sério as atividades, as orientações... pedir para que se espelhe no titular da vaga e perguntar 'o que ele esta fazendo diferente de você pra ele ser titular e você não?'."
A psicóloga de uma determinada categoria, no seu caso a juvenil, também trabalha com a comissão técnica?
"Nosso trabalho é interdisciplinar. Trabalhamos com o preparador físico, com o preparador de goleiros, com o fisioterapeuta, com o serviço social, com a nutricionista e com outros profissionais. Estamos sempre trocando informações. Contudo, tendo cuidado com a ética, de não contar o que o atleta nos conta. Como os outros membros da comissão passam mais tempo com os atletas, e até mesmo pelo fato deles poderem estar em todos os lugares (como vestiário e concentração) e eu não, procuro sempre conversar com minha comissão técnica".
A Maria Helena vem realizando um belíssimo trabalho na equipe profissional do Vasco. O que você poderia falar sobre a sua relação e das outras psicólogas do clube com ela? 
"Ela é sensacional, sabe muito. Apesar de estar o tempo todo com o profissional, ela não deixa de se preocupar com a base. Continua supervisionando nosso trabalho, orientando sobre o que devemos fazer. Sempre liga perguntando dos resultados e cobrando o melhor de nós. Além de estar sempre em contato conosco também esta sempre conversando com os coordenadores de todas as categorias".
Quais são as principais dificuldades que vocês que trabalham na psicologia das categorias de base do Vasco sentem?
"No Vasco hoje não existe mais dificuldade em exercer o papel de psicólogo do esporte não. O trabalho já é realizado a pouco mais de 25 anos de forma direta e em todas as categorias do futebol tem ou psicólogo ou estagiário. Pedimos para marcar nosso trabalho ao treinador ou ao coordenador e eles prontamente nos atendem. O trabalho é respeitado e valorizado. Tem treinador que fala que não fica sem mesmo. Os atletas também gostam. Uns mais outros menos mas ao longo do ano vamos mostrando a importância do nosso trabalho e quebrando as resistências. Talvez a maior dificuldade seja não ter um espaço apropriado para realizar todas as nossas atividades (que incluem palestras, dinâmicas, testes, vídeos, entrevistas, reuniões, etc)".
Na sua visão, qual é a importância da psicologia para os garotos da base, para os jogadores de futebol de um modo geral?
"Assim como a preparação física e a parte nutricional, o trabalho psicológico é muito importante. Saber administrar as emoções, sensações e sentimentos não é fácil. É um trabalho em conjunto, demorado mas muito produtivo. Os atletas de alto rendimento, como é o caso do Vasco, sofrem pressão de vários lados como família, comissão técnica, direção, empresários, torcida, jogadores de outros times, imprensa... Saber a forma como conversar com o árbitro num jogo quente, ter o controle de não se emocionar ao perder um pênalti ou nas provocações faz com que esse atleta seja referencia positiva ao grupo e a sociedade. Nossos atletas aprendem a ter controle emocional, aprendem a fazer visualização, relaxamento, aprendem a respeitar o próximo. Ninguém esta livre de estresse, aflição, ansiedade, nervosismo, sudorese e insônia. Atletas muito menos. Épocas decisivas são as mais criticas, onde o atleta tem que demonstrar muito equilíbrio emocional para não somatizar nada. O treinamento psicológico assegura um desempenho físico elevado, disciplina, perseverança, força de vontade, confiança e coragem. Além desse trabalho psicológico, enfatizamos a necessidade do estudo. No Vasco da Gama todo jogador menor de idade é obrigado a estudar e dentro do clube existe um colégio que atende a vida de atleta. O calendário é voltado para a vida do esportista e o mesmo não se prejudica na escola. Praticamente todos os dias tocamos nesse assunto".

Deixe uma mensagem final para o leitor do SuperVasco. 
"Quero pedir para os leitores do SuperVasco que acompanhem e vibrem com a nossa base, que é muito preciosa. Não podemos esquecer que são seres humanos em formação tanto no caráter quanto no futebol. E o que frisamos a todos: NÃO EXISTE LIMITES PARA OS NOSSOS SONHOS, BASTA ACREDITAR".

 

Fonte: SUPERVASCO.COM

 

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Respeito e bom humor regem convivência entre mulheres e atletas


Ala feminina da comissão técnica do Vasco fala sobre como é trabalhar em meio dominado pelos homens mantendo a harmonia

Quinta, 19/01/2012 07h20

Foram 14 dias de convivência intensa em Atibaia (SP) na pré-temporada do Vasco, que termina nesta sexta-feira. Numa delegação composta por 55 pessoas, três mulheres passaram 24 horas diárias precisando lidar com muitas diferenças. Mas para aqueles que são os principais personagens do futebol, a presença de Maria Helena Rodriguez, Mildre Souza e Patrícia Gregório são fundamentais para dar equilíbrio a um ambiente tão marcado pelas figuras masculinas.

A psicóloga Maria Helena está no Vasco há 25 anos e trabalhou 12 anos nas categorias de base da Seleção Brasileira. A nutricionista Mildre Souza está em São Januário há nove anos e vive no futebol há 11. Patrícia Gregório, assessora de imprensa do futebol, chegou ao clube em 2008, quando Roberto Dinamite assumiu a presidência. Todas se dizem acostumadas ao ambiente, mas admitem que, em nome da tranquilidade, muitas dificuldades precisam ser superadas.

Mildre (à esquerda), Maria Helena e Patrícia: toque feminino na comissão técnica do Vasco em Atibaia (Foto: Gustavo Rotstein/Globoesporte.com)

m os jogadores cria uma intimidade similar à dos familiares. Então, elas precisam conviver com muitas brincadeiras.
- A Mildre não gosta quando eu a chamo e depois finjo que não falei nada. Com a Maria Helena eu brinco mostrando que eu a amo tanto que fiz uma tatuagem, sendo que é o mesmo nome da minha mãe. Também costumo dar uns beliscões na Patrícia - diverte-se o zagueiro Dedé.
Mas se hoje existe a cumplicidade e a convivência pacífica entre os públicos masculino e feminino no Vasco, ela foi conquistada com base no respeito mútuo. Mildre Souza lembra a importância de as profissionais deixaram claro o papel de cada um nessa relação.
- A conduta profissional e o respeito estão sempre à frente. Claro que há dificuldades para uma mulher trabalhar no futebol, mas tenho bastante respeito e não tenho do que reclamar - explicou a nutricionista.
Segundo elas, existe o instinto de proteção dos jogadores em relação às mulheres da comissão técnica do Vasco. Mas em muitos momentos, o comportamento dos atletas mostra que é preciso abstrair as diferenças para que elas vivam com tranquilidade no mundo do futebol.
- Muitas vezes a gente sente um machismo disfarçado. Eles dizem que mulher não pode fazer certas coisas. Mas também em alguns momentos eles se comportam como se nós fôssemos mais um deles. Falam besteiras e não gostam que a gente tenha frescuras. Se nós não levarmos as brincadeiras numa boa, a situação só piora - contou Patrícia.
No entanto, em alguns momentos é à ala feminina que eles recorrem. Seja no momento avaliar o visual antes de uma entrevista ou de servir como ponto de apoio numa questão emocional. Neste momento, as mulheres da comissão técnica vascaína deixam se tornar os “parceiros” para assumirem o papel de mães ou irmãs.
- Existe essa necessidade de afeto e de verbalizar o que estão sentindo, e eles sabem que estamos aqui para isso também. Também por isso sentem ciúmes de nós e questionam quando alguém que não é do meio se aproxima. Querem sempre nos proteger - atesta a psicóloga vascaína.

Fonte: GLOBOESPORTE.COM



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Psicóloga do Vasco lembra episódio Ricardo Gomes: 'Não foi nada fácil'

Maria Helena Rodriguez diz que nunca viveu algo assim em 25 anos de trabalho no esporte, mas exalta determinação do grupo após drama

 
Terça, 20/12/2011 - 13:39

  

Dinamite e Cristóvão se juntam a Gomes, ainda
em  recuperação, no hotel, antes da decisão do
Brasileiro (Foto: André Casado / Globoesporte.com)
Um ano produtivo dentro de campo, mas nada fácil fora dele. Lado a lado com o grupo de jogadores, a psicóloga do Vasco, Maria Helena Rodriguez, admite que viveu experiências inéditas mesmo décadas de carreira no mesmo meio. O drama vivido por Ricardo Gomes exigiu horas extras de trabalho com aqueles que mais sentiram o episódio do AVC do treinador, no fim de agosto. Entraram em ação exemplos e palavras de força, assimilados imediatamente.
- Não foi um ano fácil. Confesso que nesses meus 25 anos trabalhando com esporte nunca tinha passado por esse momento (Ricardo Gomes). No dia seguinte, nos reunimos, vi jogadores abatidos e entrei com a minha fala da lição dos pássaros. Quando o líder do banco adoece, o próximo da fila assume até que o líder possa voltar. Tínhamos que ter tranquilidade, serenidade, sabedoria e união. Foi muito difícil, mas o grupo foi determinado, sempre com muita vontade. O tempo todo, quando o Ricardo ia à concentração, era uma alegria muito grande. E podemos tirar uma lição de vida dessa situação, que é estar sempre junto, e ver o tamanho da força de vontade de cada um - disse Maria Helena, à Rádio Brasil.
Além disso, o Vasco teve um péssimo começo de temporada, as metas não foram cumpridas nos primeiros meses. A volta por cima, então, foi acompanhada pela ajuda da profissional.
- Trabalhamos em cima de metas, a longo e curto prazo. Tivemos esse resultado depois, pudemos dar lições com muita humildade do que é trabalha com futebol, onde há vaidades, e o nosso grupo superou e ficou unido. Isso faz a diferença entre a vitória e a derrota, não é só a individualidade do jogador. O menino que sai da base, por exemplo, se não tem esse trabalho desde cedo, dificulta por causa do deslumbramento. São viagens, convívio, tudo diferente. Já tive exemplo em que um menino entrou no refeitório e começou a chorar, porque na casa dele não tinha comida. No profissional, os experientes precisam dar essa ajuda - ensinou.

Novo desafio: saída de Rodrigo Caetano

O impacto da saída do ex-diretor executivo, Rodrigo Caetano, também já é considerado por Maria Helena, que está preparado para mostrar à equipe como lidar com a troca no ambiente.
- Futebol é rotativo. Temos que nos adaptar a essas mudanças. O Rodrigo foi uma pessoa que deu muita força ao meu trabalho. Ele me chamou da base. Não sei quem está chegando, mas o grupo, a comissão técnica já está formada. E espero que a pessoa que venha acredite e dê continuidade a esse trabalho, pois eu tinha total carta branca com o Rodrigo. A saída dele está sendo sentida, mas a vida continua. No início da pré-temporada vou passar essa mudança para o grupo.


Fonte: GLOBOESPORTE.COM

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Psicóloga Maria Helena explica como o Vasco deu a volta por cima

Domingo, 19/06/2011 - 01:06

"O desejo e o sonho que nos alimentaram durante este tempo todo estão perto de se tornarem realidade. Que vocês possam, acima de tudo, dar o máximo de si e dizer: valeu a pena arriscar". A mensagem acima é um curto trecho do que foi escrito pela psicóloga do Vasco, Maria Helena Rodriguez, para todos os jogadores antes da partida final da Copa do Brasil. Perto de completar 25 anos de clube, ela conta como todos venceram as desconfianças e conseguiram reverter o trágico início de ano: “Nós, da comissão técnica, também nos questionávamos: ‘Meu Deus, o que está acontecendo, onde nós erramos?’”, lembra a psicóloga, numa das muitas dificuldades que o grupo teve até chegar ao título inédito.

“Quando perdemos a Taça Rio, alguns jogadores sentiram muito. Mas, na segunda, já viajamos. Viramos a página”, destaca Maria Helena, que sentiu o título próximo na cena do grupo tomando café da manhã, todos sentados juntos, antes do embarque para Curitiba, a dois dias da final.

MARCA BRASIL: Como foi trabalhar os jogadores depois de início de ano tão ruim como o do Vasco?

Maria Helena: A autoestima de todos, realmente, estava muito baixa. Tivemos que resgatar aquela confiança, aquela credibilidade. Nesse processo que estávamos passando, tivemos muitos atendimentos individuais, nos quais falávamos do projeto de vida deles como atletas, sonhos, realizações. Quando conseguimos recuperar tudo, veio a perda da Taça Rio para o Flamengo.

MB: Todos estavam muito abatidos após a derrota. Como foi lidar com isso?

MH: É normal que tivesse que ser respeitado um luto, a nossa perda, mas não tínhamos tempo. Perdemos no domingo, na segunda já viajamos para Curitiba (primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil contra o Atlético-PR). Era um tempo muito curto para conversar com os atletas, então fui atender aqueles que precisavam mais desse suporte. Conversei com alguns na hora do almoço, no ônibus. Tínhamos outro sonho para ser conquistado. Sabíamos que seria muito difícil de alcançar, mas a gente precisa resgatar a autoestima. Não só dos atletas, nós, da comissão técnica, estávamos nos questionando: ‘Onde nós erramos?’

MB: O Ricardo Gomes pareceu muito abatido após a perda da Taça Rio.

MH: Ele acredita, gosta e solicita muito o trabalho da Psicologia Esportiva. Sempre me deixou muito à vontade e isso ajudou muito. Ainda mais por ser uma pessoa extremamente inteligente, em nenhum momento perdeu o equilíbrio. Depois, em Curitiba, fizemos um trabalho com a comissão técnica, uma dinâmica com algumas palavras (como superação, fé, determinação, amizade, espírito de equipe, confiança). Eles tinham que falar o que significavam naquele momento. Foi maravilhoso, naquele momento, fechamos que merecíamos a Copa do Brasil. Fortalecemos a comissão e, em consequência, os jogadores, que começaram a perceber nossa união.

MB: Teve um momento que te chamou mais a atenção antes da conquista da Copa do Brasil?

MH: Quando encontrei com os jogadores antes da viagem para Curitiba, no aeroporto, aqui no Rio. Foi uma emoção muito grande, porque sabia que tínhamos uma coisa muito boa pela frente. Por que essa certeza? Trabalho com esse grupo no dia a dia, senti na energia deles. Era 7h30 e não estava um ali, outro lá, o que seria normal. Estavam todos juntos para tomar café da manhã. Como se dizendo: ‘Estamos indo para uma grande oportunidade, esse título vai ser nosso’.

MB: Quem são os líderes nesses momentos?

MH: Uma das pessoas que falaram muito bem com o grupo foi o Alecsandro. Ele disse que já tinha perdido uma Copa do Brasil (em 2009, o Internacional foi derrotado pelo Corinthians) e que não ia perder outra. Aquilo marcou muito. O Felipe também pela facilidade de conversar com os mais novos, passar a experiência dele. O Fernando Prass, com palavras sempre positivas. O Eder Luis também, sempre brincando, alegrando todos.

MB: Como eram os trabalhos com os jogadores?

MH: Colocava placas nas mesas do hotel, com algumas palavras, era só para eles lerem. Quando reparei, não acreditei: eles estavam escolhendo onde sentar. Lembro do Leandro, do Diego Souza, do Alecsandro e do Eduardo Costa sentados na mesa “garra”. O Felipe, o Allan, o Dedé e o Romulo na mesa que tinha as palavras ‘espírito de equipe”.

Fonte: Marca Brasil

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Psicóloga do Vasco quer que time aprenda com a experiência de Juninho

Domingo, 19/06/2011 - 15:42

Maria Helena, psicóloga do Vasco, é só mais uma profissional do Vasco a engrossar o coro a favor de Juninho, a quem conheceu ainda garoto, quando o meia chegou do Recife. Ela o define como uma pessoa muito detalhista, que, mesmo quando consegue algo bom, busca fazer ainda melhor.

“Não tivemos tempo ainda para conversar, mas ele me viu e já disse: ‘Temos muito o que conversar’. Imagino o quanto ele pode passar da vivência toda que ele teve pelo mundo, uma experiência muito enriquecedora. Ele sempre foi um guerreiro, muito guerreiro. Vai nos ajudar muito”, disse a psicóloga do Vasco, que também não acredita em acomodação do time no Campeonato Brasileiro por causa da classificação antecipada à Copa Libertadores de 2012.

“A Copa do Brasil ajudou mais ainda na autoconfiança deles. Acho que isso vai ajudar mais ainda para o Brasileiro. Para a Libertadores, vamos ter tempo para trabalhar tanto a parte física e técnica como também o equilíbrio emocional dos atletas”, afirma.

Mesmo com tantos anos de casa, o título da Copa do Brasil foi apenas o segundo no departamento profissional do Vasco — o primeiro foi a Série B de 2009. Antes, ela trabalhava nos times da base e subia para atender a necessidades específicas.

“Hoje, a resistência é menor, mas não são todos os clubes que aceitam. Ainda acham que o psicólogo só serve para apagar incêndio. Tem crise, chama alguém para dar palestra. Não é assim, só acredito no trabalho dia a dia”, afirma ela, que foi chamada em 1997 para acompanhar Edmundo. Naquele ano, ele seria seria campeão brasileiro e o melhor jogador em atividade no País.

“Ele não tinha resistência ao meu trabalho. Sempre conversava comigo, e eu sempre tentei o orientar pelo melhor caminho”, disse Maria Helena.

Fonte: O Dia

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Psicóloga trabalha para aliviar pressão pelos 8 anos sem titulo

Domingo, 05/06/2011 - 15:22

O grito de campeão entalado na garganta dos vascaínos, há oito anos sem título, pode sair na quarta-feira, com a conquista da Copa do Brasil sobre o Coritiba. Embora o elenco seja recém-formado e esteja sob novo comando, a pressão da torcida, sedenta por uma taça, será inevitável. Diante do equilíbrio do primeiro confronto, o lado emocional pode ser o diferencial. Exatamente por isso, a psicóloga Maria Helena trabalha para tranquilizar os jogadores.

— Existe sim um trabalho. Mas nesses momentos decisivos gosto de ficar mais reservada. Prefiro que o jogador fale — explicou. A blindagem é total, tanto que o clube vetou reportagens fora das entrevistas coletivas durante a semana.

A estratégia do trabalho para aliviar a pressão é detalhado pela presidente da Associação Brasileira de Psicologia do Esporte, Alessandra Dutra. Segundo a especialista, é importante desmistificar a derrota e entender o papel dos torcedores.

— O atleta brasileiro valoriza mais o fracasso. O sucesso ele atribui à sorte, a algo mágico. Tem que mostrar que o processo de treinamento, físico, tático e mental, leva ao sucesso — defende, falando ainda sobre pressão de torcida:
— Muitos torcedores dão a vida pelo clube, isso cria uma pressão. Mas estão lá para torcer, não para julgar. Quando o atleta entende o papel do torcedor, diminui a pressão e joga junto com a torcida.

O papel do técnico

Quando essa fórmula deu certo, mesmo que ao acaso, jejuns foram encerrados, como com a equipe do Botafogo campeã carioca de 1989, comandada por Valdir Espinosa.

— Eram 21 anos sem título para a torcida e o clube. Mas nós tínhamos que viver aquele momento. A preocupação foi tirar o peso dos jogadores — lembra Espinosa, confirmando que é esse o papel de Ricardo Gomes com o Vasco.

— Para o treinador é mais tenso. Em cima dele está a estratégia, o aspecto psicológico, ainda mais em decisão. O Ricardo tem essa capacidade, pela condição de ex-jogador, a bagagem, ele passa a todos mais tranquilidade — acredita.

Ano passado, o Fluminense quebrou o jejum de 26 anos sem título brasileiro. Alcides Antunes, ex-vice de futebol do clube, resume bem a sensação de quebrar uma escrita.

— Uma angústia, parece ter 800 toneladas nas costas. Quando é campeão você quase voa.

Fonte: Extra Online

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 Ricardo Gomes elogia trabalho da psicóloga Maria Helena, 24 anos de Vasco           

Sábado, 30/04/2011 - 09:22

Os cabelos são compridos, mas não se trata do Enrico. É experiente, com mais de 20 anos de casa, porém enganou-se quem pensou em Felipe. Tem a fala mansa e o respeito de todos, no entanto tampouco é o técnico Ricardo Gomes. Psicóloga vascaína há 24 anos, Maria Helena Rodriguez tem a árdua missão de colocar em perfeitas condições a cabeça dos jogadores na final da Taça Rio, contra o Flamengo, mesmo diante do mau retrospecto recente em partidas decisivas contra o arquirrival.

Referência da psicologia esportiva no País, Maria Helena preferiu se afastar das entrevistas esta semana e manter os holofotes distantes do trabalho que ela desenvolve há décadas em São Januário. Um dos frutos de tantos anos, além de vários garotos formados na base vascaína, é Maíra Ruas, hoje psicóloga do Botafogo, que se considera “filha profissional” da profissional vascaína, com quem estagiou durante três anos. No ano passado, Maíra teve pela frente o Flamengo e um “trauma” semelhante.

“O foco é na vitória, não no adversário. Não se deve pensar nos obstáculos que foram enfrentados outras vezes”, diz Maíra, que foi chamada para trabalhar com o time profissional do Botafogo pelo então técnico do clube Ney Franco.

Em São Paulo, a psicóloga Anahy Couto, que hoje trabalha para a Traffic, foi contratada após série de derrotas do Banespa para o Suzano no vôlei masculino nos anos 1990.

“Alguns jogadores admitem a fraqueza nessas situações. Eles assumem crenças de que o outro é superior, de que é melhor, o que os impede de conquistar um título, passar de fase”, destaca Anahy, que, em 2001, comemorou o sucesso do seu trabalho, quando o Banespa conquistou o Campeonato Paulista após eliminar o Suzano.

Para Anahy, que trabalhou com Kaká e outros jogadores renomados no São Paulo, uma forma de trabalhar a cabeça do atleta é lembrá-lo de realizações que eles já tiveram na profissão e na história de vida.

“Mostro o poder que eles têm de enfrentar qualquer situação. Às vezes, eles estão em dificuldades e não conseguem encontrar saídas. Nosso trabalho, na psicologia esportiva, é ajudá-los a sair dessa situação”, afirma Anahy.

Com 20 anos de experiência na matéria, João Ricardo Cozac trabalhou no futebol paulista e em Goiás. Ele cita como características de Maria Helena o carinho e a sensibilidade para compreender as demandas e necessidades dos atletas. “Não é uma psicóloga que apaga incêndio, ela trabalha para evitá-los”, diz Cozac.

Emocional deve ser encarado como preparação física

Presença constante na boca do túnel no gramado de São Januário, Maria Helena costuma estabelecer um primeiro contato assim que os atletas chegam ao clube. A proximidade é fundamental para conhecer cada jogador.

"Não é um trabalho de curto ou médio prazo. Ela está aqui há 24 anos, conhece todos e nos ajuda bastante" elogia o técnico Ricardo Gomes.

Segundo Maíra Ruas, toda informação que chega à psicóloga pode servir como ferramenta para o treinador. "O técnico é o grande líder. Claro que nós preservamos o sigilo psicológico de cada atleta, mas ele precisa compreender a dinâmica da psicologia individual do atleta e do grupo" diz Maíra.

Anahy Couto destaca que o acompanhamento psicológico também deve ser encarado como preparação física.
"Quanto mais o atleta se conhece, mais forte ele fica emocionalmente", lembra.

Fonte: Marca Brasil

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Conheça a 'Caça-Fantasmas da Colina'

Psicóloga Maria Helena Rodriguez é quem cuida da cabeça do elenco para a decisão da Taça Rio, contra o Flamengo, domingo, às 16h, no Engenhão

POR RAPHAEL ZARKO 30.04.11 às 01h15

Rio - Os cabelos são compridos, mas não se trata do Enrico. É experiente, com mais de 20 anos de casa, porém enganou-se quem pensou em Felipe. Tem a fala mansa e o respeito de todos, no entanto tampouco é o técnico Ricardo Gomes. Psicóloga vascaína há 24 anos, Maria Helena Rodriguez tem a árdua missão de colocar em perfeitas condições a cabeça dos jogadores na final da Taça Rio, contra o Flamengo, mesmo diante do mau retrospecto recente em partidas decisivas contra o arquirrival.

Referência da psicologia esportiva no País, Maria Helena preferiu se afastar das entrevistas esta semana e manter os holofotes distantes do trabalho que ela desenvolve há décadas em São Januário. Um dos frutos de tantos anos, além de vários garotos formados na base vascaína, é Maíra Ruas, hoje psicóloga do Botafogo, que se considera “filha profissional” da profissional vascaína, com quem estagiou durante três anos. No ano passado, Maíra teve pela frente o Flamengo e um “trauma” semelhante.

“O foco é na vitória, não no adversário. Não se deve pensar nos obstáculos que foram enfrentados outras vezes”, diz Maíra, que foi chamada para trabalhar com o time profissional do Botafogo pelo então técnico do clube Ney Franco.
Em São Paulo, a psicóloga Anahy Couto, que hoje trabalha para a Traffic, foi contratada após série de derrotas do Banespa para o Suzano no vôlei masculino nos anos 1990.

“Alguns jogadores admitem a fraqueza nessas situações. Eles assumem crenças de que o outro é superior, de que é melhor, o que os impede de conquistar um título, passar de fase”, destaca Anahy, que, em 2001, comemorou o sucesso do seu trabalho, quando o Banespa conquistou o Campeonato Paulista após eliminar o Suzano.

Para Anahy, que trabalhou com Kaká e outros jogadores renomados no São Paulo, uma forma de trabalhar a cabeça do atleta é lembrá-lo de realizações que eles já tiveram na profissão e na história de vida.
“Mostro o poder que eles têm de enfrentar qualquer situação. Às vezes, eles estão em dificuldades e não conseguem encontrar saídas. Nosso trabalho, na psicologia esportiva, é ajudá-los a sair dessa situação”, afirma Anahy.

Com 20 anos de experiência na matéria, João Ricardo Cozac trabalhou no futebol paulista e em Goiás. Ele cita como características de Maria Helena o carinho e a sensibilidade para compreender as demandas e necessidades dos atletas. “Não é uma psicóloga que apaga incêndio, ela trabalha para evitá-los”, diz Cozac.



Fonte: O Dia Online

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Olhares voltados só para o Náutico

 Jogadores evitam falar do Flamengo e dizem que foco do grupo está na partida de amanhã pela Copa do Brasil. Final da Taça Rio é para depois 

POR RAPHAEL ZARKO 26.04.11 às 00h08


Rio - Dos 11 titulares vascaínos nos últimos jogos, seis nem eram nascidos quando o time venceu o Flamengo na última vez em uma decisão estadual, em 1988, quando Cocada estufou a rede de Zé Carlos, no Maracanã. O volante Rômulo, então — nascido em setembro de 1990, em Picos, no Piauí —, mal viveu essa verdadeira sina que os torcedores vascaínos enfrentam há 23 anos (ou seis decisões) sem derrotar o maior rival em uma final.

A expressão risonha na coletiva, no entanto, não escondia a ansiedade para que a semana passe logo. A cada mexida na pequena haste da bandeira vascaína, na mesa da sala de imprensa, e na cadeira de lá para cá demonstrava a ansiedade para que chegue logo o clássico do fim de semana. Mas, antes, tem um detalhe: o Náutico. O time pernambucano vem ao Rio tentar vencer o Vasco por quatro gols de diferença amanhã, pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

“Temos que saber o que a gente quer. No domingo, tem um jogo mais importante ainda, mas antes temos outra decisão contra o Náutico”, disse ele, que atuou em todas as partidas do Vasco este ano.

No intervalo de 50 minutos entre o fim do treino e o início da coletiva de imprensa, a preocupação em deixar os assuntos decisão contra o Flamengo, jejum de títulos, vice e trauma para trás era evidente em cada resposta e reação dos jogadores. Mas Rômulo deu pista de conversa fundamental para tudo isso acabar bem pelos lados de São Januário.

“A Maria Helena (psicóloga do Vasco) sempre conversa com a gente. Ela nos dá boas orientações para saber como lidar com várias situações. Durante esta semana, vamos ter muito para conversar com ela”, disse o volante, que fez o gol do Vasco no primeiro turno contra o Flamengo, quando o time perdeu por 2 a 1, no Engenhão.

Autor do gol da classificação para a final da Taça Rio, Eder Luis esteve ainda mais sério que o inexperiente companheiro. Em determinado momento, chegou até a sair de sua seriedade para devolver as questões. “Vocês querem o que, não vamos então entrar em campo contra o Náutico? Não dá. Que jogador não quer jogar uma final contra o Flamengo, jogar em estádio lotado? Todos querem, mas antes têm o Náutico e a Copa do Brasil”, lembrou Eder Luis.


Fonte: Marca Brasil



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