terça-feira, 6 de setembro de 2011

SER CAMPEÃO - Um olhar do Psicólogo do Esporte

Ter sido campeão da Copa Unimed Sub-11 foi uma alegria tripla. Além da satisfação pelo trabalho ter sido executado de forma eficaz, esse foi meu primeiro trabalho em uma equipe esportiva, portanto ganhamos o meu torneio de estréia. E é claro, a alegria de ganhar um título pelo meu time do coração. Esta conquista teve forte carga emocional para o time e comissão técnica. Ganhamos o clássico contra o bom time do Fluminense na semifinal, num jogo equilibradíssimo, em que o vencedor só foi conhecido na disputa de pênaltis, com ótima atuação do nosso goleiro, posteriormente eleito o melhor da competição. Esse jogo, que considero o mais importante da nossa campanha, nos encheu de motivação e energia para a disputa da final contra o Nova Iguaçu, vencida por um placar simples de 1x0, com gol no último minuto. Para um psicólogo esportivo, jogos como esses fornecem emoções de todos os tipos para se observar e logo, um vasto material para se trabalhar. Para quem gosta de esportes, revela toda magia que existe nas competições esportivas saudáveis, e são bons exemplos de como a dedicação de quem trabalha com afinco e seriedade pode ser premiada.

Airon Moreno Bastos - PRÉ MIRIM

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Ser um campeão...

Sou estagiária de psicologia do Club de Regatas Vasco da Gama e acompanho a Equipe Mirim desde março deste ano. Em uma reunião de supervisão fui solicitada a escrever sobre como me senti quando minha equipe conquistou o Lisboa Cup, competição realizada em Portugal com equipes de futebol de vários países. No entanto, peço licença a minhas supervisoras para escrever um pouco mais.

Ser campeã com a Equipe Mirim do CRVG foi um evento único na minha vida, não porque só aconteceu uma vez, mas sim por ser a primeira... a primeira vez...

...que vejo o resultado do meu trabalho no campo e na vida desses atletas;

...que me vi ansiosa por saber os resultados dos jogos e, principalmente, o desempenho comportamental e sentimental dentro e fora de campo em cada jogo;

...que entro em São Januário para dar a volta olímpica perante a bela torcida vascaína;

E a primeira vez que vejo o rosto de cada atleta irradiando alegria, orgulho e entusiasmo pela conquista de um título proveniente do esforço e trabalho de cada um e da comissão técnica.

Porém antes deste momento devo declarar o que senti ao entrar para a Equipe de Psicólogos de um dos quatro grandes clubes de futebol do Rio de Janeiro, precursor da psicologia do esporte em nosso estado e ser supervisionada por três psicólogas excepcionais: Maria Helena, Andréia e Amanda.

Participar de um processo seletivo com 40 candidatos para este clube foi inicialmente amedrontador... Senti medo de não saber o que falar, de não saber o que escrever, de não passar. No entanto, contrariando todas as minhas expectativas, fui uma das selecionadas... sorri, pulei, comemorei euforicamente. Hoje, depois de alguns meses de estágio, percebo que a euforia se transformou em satisfação por ser estagiária do CRVG, gratidão por aprender com as minhas supervisoras e paixão em trabalhar para e com a minha equipe.

Joyce Azevedo - MIRIM

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O título da Taça Guanabara conquistado pela equipe infantil coroou o esforço e o ótimo trabalho realizado pelos atletas e por toda a comissão técnica desde o início dessa temporada. Durante esse período, todos os envolvidos se sacrificaram de alguma forma em prol do mesmo objetivo. (Pude acompanhar a tristeza de muitos atletas ao não participarem de alguns torneios como a Copa Nike e a Copa Brasil, já que o foco principal era o Campeonato Carioca.)

Porém, durante a comemoração após o apito final do jogo, pude perceber pela alegria de todos que essas renúncias valeram à pena.

Ano passado, ainda pela categoria mirim, vivenciei uma situação oposta. Apesar do esforço de todos durante o ano, a equipe acabou perdendo a final do Carioca nos pênaltis para o Fluminense. E ao invés de sorrisos e festa, como nesse ano, me deparei com choros e rostos tristes. Naquele momento preferi deixar que cada atleta pudesse viver e processar aquela derrota com o grupo e com os seus familiares.

Enfim, nesse período de estágio no Vasco da Gama pude vivenciar duas fases contrastantes e tão presentes no meio do futebol: a alegria pela conquista de um objetivo tão desejado e a tristeza pela derrota.

Vanessa Aleixo - INFANTIL




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É justo ou merecido?

Numa das nossas resenhas chegamos a um impasse: merecemos o titulo porque há muito tempo o estamos almejando ou é justo por causa da nossa campanha?

A grande maioria dos atletas respondeu as duas opções. Sabemos que o caminho é ardoroso. Não basta “poxa, me esforcei tanto” para ser campeão. É preciso mais, muito mais.

Atletas motivados, comissão técnica entrosada, direção oferecendo suporte a comissão e a família dando apoio incondicional sem cobranças. Quanto a atletas motivados, isso é o básico. Ninguém está num clube grande disputando a paixão nacional muitas vezes longe da família só por lazer. Alto rendimento é comprometimento, entrega, sacrifício, esforço e até “suar sangue”, como muitos dizem. Isso só pra começar. A vontade de ser vencedor, o respeito pela comissão e por seus trabalhos são imprescindíveis. Obedecer o treino físico puxado, o esquema tático adotado e o trabalho de visualização fazem parte da rotina dos atletas do Juvenil do CRVG. Com esforço, dedicação e garra conquistamos o primeiro turno do Campeonato Estadual. É pouco, mas não temos pressa. Aprendemos a trabalhar (e ainda trabalhamos) a ansiedade.

O segundo turno já esta sendo disputado. Se ganharemos o segundo turno, não sei, não posso prever. A minha vontade é de sim. Mas como disse lá em cima, não basta só vontade. Estamos fazendo por onde, já que sabemos a fórmula para conquistar: humildade e foco. Estamos trabalhando muito mais para que não haja duvida entre “merecer” e se é “justo” ou não.

Amanda Cristina - JUVENIL

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